Posts Tagged ‘Timidez

05
jul
10

Crônicas da timidez

Depois de um bom tempo não consegui encontrar nenhuma resposta para estar ali. A caipirinha na minha mão já esta deixando meus dedos dormentes e o álcool ainda nem pensava em adormecer meu mau-senso. A música já havia embalado minhas pernas e eu dançava naquele rítimo de batidas graves e repetitivas que só eu me perco. Me impressionava que alguém tímido como eu conseguia dançar, mas era uma sensação muito boa apesar de eu achar que a caipirinha estava agindo no lugar errado.

O pessoal que estava comigo não saia muito do lugar, davam uma mechidinha sem tirar os pés do chão e eu não estava afim de jogar fora o dinheiro que paguei para entrar ali, apesar de o ambiente não estar tão bem quanto deveria.

Eu estava no ambiente perfeito para esquecer do que me aprisionava a tempo e fazer o que me dava vontade, que era aproveitar a música e quem sabe arrumar alguém pra curtir a noite, que é onde eu queria chegar.
No local haviam alguns grupinhos de pessoas e algumas garotas dispersas curtindo a música aparentemente sozinhas. Terminei a caipirinha e fui para mais próximo do meio da pista, dancei um pouco mais e cheguei um pouco mais perto de uma garota que dançava, aparentemente esperando a atitude de alguns dos “hombres” que ali estavam.

Essa é minha chance! Ela está sozinha ali curtindo, vamos ver o que consigo fazer. Pensei. Tentei alguns olhares mas não confiava na minha visão pois três graus e meio de miopia no escuro com fumaça e luzes piscando não são fatores que proporcionam confiança visual. Neste momento surgiu um lampejo de esperança no fundo da minha mente. Sabe aquele cantinho da mente que, se irrigado com doses mal administradas de esperança resultam numa merda sem tamanho? Pois bem, havia uma cachoeira de esperança inundando esse cantinho fazendo o mar parecer uma poça d’água.

Acontece que foi nesse momento em que a merda aconteceu. Ao invés de uma investida impensada, nosso personagem preferiu analisar o experimento para obter uma probabilidade de sucesso. Uma lição aprendida com isso? NUNCA utilize seu modo matemático para tentar uma investida, ainda mais se você possui uma tendência natural em achar que a resposta não será simplesmente um não seguido de um sorriso amarelo e suas variantes, mas sim algo completamente humilhador que te deixará de cara no chão sem conseguir olhar na cara de ninguém num raio de 100m ou um tazer no meio dos olhos.

Isso só vai lhe dar uma coisa meu caro amigo com problemas de rejeição: a dúvida entre o que é melhor, a humilhação ou o tazer. De fato a probabilidade do Tazer é relativamente mais baixa do que a da humilhação mas isso é uma história para outros dias.

21
nov
09

Tirando a poeira – Show, Timidez e amizade.

Estava lendo o Blog da Lucy aqui no wordpress e resolvi colocar alguma coisa online, só pra ver se ainda consigo fazer isso.

Chega de historinhas de nerds aspirantes a escritores ou wtv, hoje e só um comentário sobre o dia.

Hoje fui no show da banda de uns amigos meus da Federal. Tocaram metal Progressivo, que aliás eu vou colocar pra tocar agora, e beberam, mas isso não é o que interessa.

Hoje percebi novamente que minha timidez só está em minha personalidade pra foder geral e me fazer perder oportunidades. Como isso? Bem, eu posso dizer com tranquilidade que conhecia apenas 2 pessoas naquele mundo de gente. Uma delas era o baterista da banda, que provavelmente ia estar muito ocupado tocando, algo trivial no show de sua banda. A outra era um colega que estimo muito, mas que eu sentia que me fazia companhia por pura obrigação.

Antes de chegar lá, no caminho, decidi que era hora de por a cara a tapa e tomar vergonha na cara, fazer novos amigos e falar tudo que vem a cabeça. É esse é um problema meu, ficar imaginando tudo que eu podia fazer mas criando as melhores reações possíveis das pessoas, o que não permite que minhas idéias sejam expressas. Estou numa árdua jornada para parar de fazer isso, mas admito que é difícil, afinal faço isso desde que me dou por gente.

Voltando, decidi que não iria mais prender minha pessoa dentro da minha mente e que iria falar o que desse na cabeça, ou ao menos causar uma boa impressão fazendo todos rirem. Um bom plano para começar a mostrar que sou um ser humano falante foi elogiar a banda. Não foi sem motivos, eles tocaram muito bem sim, apesar de problemas de espaço, insalubridade do local de trabalho e falhas técnicas por parte da casa de show. Novamente voltando (veja minha capacidade de concentração), consegui conquistar algumas risadas e, mais importante, companhia para voltar ao metrô, afinal já eram dez da noite e a Mooca não é um lugar para fazer cooper noturno.

Eles me recepcionaram muito bem e hoje (ou ontem, são quase 3 da madrugada) eu aprendi que as pessoas não são tão más quanto eu acho que são, apesar de isso salvar minha pele as vezes, também me impede de viver várias experiências. Não quero isso para ninguém mentira, algumas pessoas merecem, rç




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