Archive for the 'Uncategorized' Category

04
dez
10

Short ones #1

-E da vida mundana? – perguntou intrigado enquanto se reclinava por sobre a pequena mesa que sustentava seu café ja quase frio.
-Desta nada me interessa – disse o outro enquanto terminava um gole desinteressado. – Eu lhe pergunto: por que alguém desejaria deixar uma vida real por outra?

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30
jun
09

3º Trecho – Dunas – A Taberna

Truton entrou na caverna e muitas vozes o saudavam. Ele era famoso por sua pontaria, que já salvara a cidade muitas vezes. Sua grande mão acenava para vários na taberna, os mais próximos o cumprimentavam e puxavam conversa, algo sobre hidrogênio. Kend senta-se ao balcão e logo um senhor de roupas surradas vem ao seu encontro.
Seu bigode era branco e, diferentemente da roupa era arrumado e bem aparado. Suas vestes já estavam surradas e podia-se identificar um colete que antes fora preto e de boa qualidade. Seus cabelos brancos, tão arrumados quanto o bigode estavam apenas em volta da cabeça, restando apenas alguns fios no topo da cabeça lisa e brilhante. Kend se perguntava se ele tinha mais cuidado com os cabelos ou com a taberna. O senhor, com um sorriso sincero se aproxima do balcão, pelo lado de dentro, logo a frente de Kend.
– Kend meu jovem! A quanto tempo não o vejo por aqui! Me disseram que estava trabalhando com alguns aprimoramentos no Transformador. E então, quando vai liberar esse segredo para nós?
– Terá de esperar velho Dago. Mas não esperara muito, venho caçando nuvens a quase um mês e acho que na próxima semana teremos uma parada no Transformador, utilizando apenas o Captador para abastecer a cidade. – Os olhos de Kend brilhavam – Logo saberá o que conseguimos.
– Não fique com segredinhos – disse Dago – todos já sabem que é algo grande que está por vir.
– Mas que raio de cidade que não guarda um único segredo! Aposto que foi o Mitch que contou para alguém. Ele é o mais fofoqueiro!
O corpulento Truton, depois de sua coletiva com quase toda a Taberna, se senta ao lado de Kend.
– Pare de ocupar a cabeça do garoto Dago, já falei que logo todos saberão das novidades. Por enquanto dê-me um daqueles Cacos de Matir.

30
jun
09

Hetero? Homo?

Dormi e acordei pensando nisso. O ser humano tende a catalogar tudo que vê, assim como ele próprio e suas vontades e emoções. Com isso surgiu a categoria Hetero e Homo separando a sociedade. Essas marcações como fator social parecem um tanto inadequadas, afinal, se analisarmos, qual a diferença, além do óbvio, entre homossexuais e heterossexuais? Biologicamente podemos encontrar alguma lógica, afinal somos diferentes quanto a sexo, mas as pessoas tendem a levar para o social algo que não deveria estar lá. A orientação sexual de determinada pessoa a faz diferente a ponto desta ter um “tipo” de orientação.
Esta divisão da um tom puramente físico às relações entre seres humanos. Sentimentalmente as pessoas simplesmente querem estar com alguém que gostam e que se sentem bem, e este é o puro e simples que as pessoas deveriam enxergar quando colocam a homossexualidade como questão social. O que por si só já é uma segregação tremenda, afinal ninguém discute os impactos da heterossexualidade. Só quem realmente consegue ver que, nas relações interpessoais de cunho sentimental, não há homo nem hetero. Nós só queremos estar com quem nos deixa feliz.

08
mar
09

2 trecho “Dunas” (sugestão para nome)

O garoto desce do quadriciclo e uma figura alta e corpulenta se aproxima. Tinha um sorriso sincero e feliz no rosto, apesar das pesadas roupas e do grande instrumento que carregava em mãos.

-Vejo que arrumou seu propagador – disse o garoto – Eu falei que o velho Doga conseguiria arrumar, ele tem o dom para isso.

-Doga fez um ótimo serviço, ele estava todo desalinhado. Consegui acertar um jipe a quinhentos metros de distância – O homem dá um tapinha no instrumento – Agora estamos seguros.

-Hahahaha…sim Truton, estaríamos enterrados vivos nas Dunas de Calon se não fosse por você. Bem, vou guardar meu quadriciclo e vou para a taberna, não esqueça do meu drink

03
dez
08

Sketch History

Rascunho de história

“Adaptação. Uma palavra que realmente nos faz pensar se a evolução do homem que criou os dialetos que hoje são os idiomas. O ser humano se mostrou uma das criaturas mais difíceis de se eliminar de qualquer que fosse o lugar. Até mesmo o tiraram de sua Terra natal, não a cidade, região ou país, seu planeta mesmo. Vejo este lugar me encarando como um bando de Urubús sedentos por carne morta. Esse deserto chamado planeta Terra. Acho que finalmente ele está fazendo jus ao nome que lhe demos”

O sol estava a pino e parecia adorar ver o chão queimando como uma criança como uma Lupa. Um ser pode ser visto no que pode se chamar o “Meio do Nada”, fechando um pequeno livro e guardando um pedaço de carvão e logo os motores do seu DesertHunter estavam roncando e saltando as Dunas de Martar. Uma, duas, vinte, infindáveis dunas de metros e mais metros de nada além da areia que um dia dominou o fundo do que os sábios chamavam de “mar”. O céu era o o velho observador de sempre, inteiramente azul sem uma única nuvem. Havia desistido de procurá-las a tempos, já nem mesmo sabia quanto tempo havia se passado.

No horizonte uma elevação vibrava pelo calor que emanava do solo mais próximo, mas ele sabia que não era uma miragem. Contaram-lhe que aquilo um dia foi uma ilha chamada Madagascar e que fora já rodeada por uma quantidade de água tão grande que cobria os desertos e se juntava ao Céu no horizonte. O Céu por sua vez era protegido pelos Deuses da Chuva, eram grandes e brancos como algodão, quando entravam em guerra, escureciam e seus golpes se transformavam em trovões assustadores, derrubando então o suor da batalha sobre nós.

Mais 200 dunas e o quadriciclo elétrico chega a um portão negro de quase 20m de altura. Ele guardava a entrada de um muro mais alto ainda que se estendia até onde a vista alcançava no deserto, com uma noção muito boa de Geometria era possível perceber que era um grande círculo.

-Truton! – gritou o ser que tinha uma voz juvenil e seca de sede – Já voltei!
-Ja vi garoto! – uma voz respondeu de uma grade no portão – Conseguiu alguma coisa?
-Não! Só areia – sua voz recebeu uma certa dose de tristeza – De novo…
-Venha, não fique triste, vou te pagar um drinque na Taberna, vamos entre!




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